2022-07 Lendas de Tu'Pana

Mestre: Thiago Carro;
Sistema: Tormenta20;
Tamanho: Aventura longa de exploração descontinuada;
Sessões: 6+ online;
Descrição: Exploração da Ilha de Galrasia.
Personagens e Jogadores:

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Sessão 01 - Taboão Dasserra

Chegam Quasar, Kael, e Matuz, enjaulado, à margem de um rio, guiados por Duyfellya. Kael sente a presença de um ritual arcano no local, e Duy pede-lhes um ritual bem vergonhoso, que Kael e Matuz fazem, com o mago ajudando o enjaulado.

Assim que fazem, vêem um grande pessoal rindo da cara deles, inclusive Duy, Quasar então pergunta se tem alguma maneira não vergonhosa de fazer, e passa a ver a cidade sem ser motivo de chacota.

Na cidade, dentre os que riem, está Kora, e logo aparece o Príncipe Intinho, abrindo espaço. Depois do riso, a comunidade passa a comentar o morto-vivo no meio deles.

Kora fica no meio da fofoca, Quasar faz uma visitinha inesperada às casas, sem nada roubar, Kael e Matuz vão em direção ao príncipe, pedindo sua soltura, que logo é concedida.

Duy foi buscar Paula, sua superiora e mãe de Intinho, e lhe apresenta o grupo, faltava um, que era Quasar, e estava escondido, depois, ao pedirem por um guia, Kora pulou na frente de todos, extremamente animada para ser a guia.

Vocês conversaram, ela passou a missão, que é, basicamente, explorar a ilha e resolver a “Corrupção Humana”, passando todos os segredos que encontrarem a elas.

Elas não sabem a verdadeira causa do enfraquecimento da ilha, mas algumas acreditam ser a presença recente de humanos, além disso, elas não sabem como realmente resolver a corrupção, mas acreditam que tenha algo a ver com um ritual sacrífico que deve ser feito no vulcão Tu’Pana a fim de ligar ou aumentar o elo da ilha com Vitalia, o mundo de Lena.

A recompensa de vocês é o que vocês encontrarem na jornada. Juntamente com os segredos ancestrais da ilha, muitas ruínas e itens preciosos foram deixados por povos antigos. Além de ser um mundo completamente inexplorado, cujos tesouros são desconhecidos.

A área de Corrupção Humana diminui a cura  local básica da ilha, e se não for corrigida, pode se espalhar a ponto de, um dia, a ilha de Galrasia não ter mais essa propriedade, e perder a variedade enorme de seres e vida que aqui reside.

Para conhecer a cura da ilha, Kael tentou lançar uma magia de fogo em Intinho, mas segurado por Matuz, ele se feriu, pelo bem da ciência, e a terra o curou.

Mas Paula mandou uma missão preparatória, encontrar uma vila abandonada, dois dias ao sul.

A viagem foi lenta, pois toda hora Kael parava para ver alguma espécie nova, Kora guiava, Intinho foi de cavalinho em Matuz, Quasar quase não aparecia, sempre muito bem escondido.

Partiram no mesmo dia, à tarde, no dia seguinte, se perderam na floresta e andaram em círculos, no meio do caminho, encontraram um ofidímio, e o que era pra ser um combate contra um macaco-cobra, se tornou um abraço, pois o pequeno reconheceu outro devoto de Hynnin, e se tornou pet de Quasar, batizado de Gaspar.

No dia seguinte vocês progridem bem, mas pelo atraso de Kael, deve ainda ter mais um dia de viagem, e no caminho têm uma visão maior da ilha, que é maravilhosa.

No que é para ser o último dia de viagem, vocês conseguem se guiar, e enfrentam um grupo de gnolls, quatro deles, onde dois são mortos e dois fogem, deixando como tesouro apenas um escudo.

Da batalha vale ressaltar Intinho tendo que tacar a lança e depois ir buscar, Quasar tentando conseguindo passar despercebido aos olhos do inimigo, mas sendo pressentido pelo cheiro, Kael conjurando um lobo fofinho e depois caindo, mas sendo revivido pela ilha, os gnolls focando os ataques em Matuz, apelidado de armário, mas quando conseguiam acertá-lo, suas lâminas passavam por entre os ossos, este retrucava bem melhor, mas num dos golpes, perdeu o contato com sua espada e esta voou na direção do lobo de Kael. Kora entrou numa disputa de tiros com dois dos gnolls, e estava se saindo vitoriosa, a ponto de usar veneno em seu tiro, revelando que era medusa, mas só Kael foi capaz de reconhecer, pois teve uma amizade colorida com uma medusa, pelo bem da ciência.

No fim da batalha Kora até tentou flechar os gnolls que fugiam, mas não chegou a derrubá-los, Príncipe Intinho, por sua vez, comemorou se jogando do alto de uma árvore de barriga no chão, uma nobreza singular.

Finalizamos a sessão com vocês descansando, acreditando estarem bem pertos do objetivo.

Texto - Taboão Dasserra

Galrasia, o Mundo Perdido, uma ilha enorme, totalmente coberta de selva, e um grande vulcão no meio de uma cordilheira, no coração da ilha. Próximo à Lysianassa, a única civilização do local, três aventureiros são guiados por uma Oqamm, a um lugar que ela os indicou. São eles Matuz, um guerreiro sagrado de Thyatis, muito bem armadurado, mas, por ser um esqueleto, está  preso em uma jaula, Kael, amigo de longa data do guerreiro, um elfo que passou toda sua vida com a cabeça por entre os livros, com estranhas manchas vermelhas pelo corpo, e Quasar, um meio demônio que não esconde sua raça, adolescente e um tanto assustado com o cenário, o que é compreensível, pois suas roupas são urbanas, e o local, de civilização, nada há.

A guia é Duyfellya, ou simplesmente Duy, assim como toda Oqamm, uma dahllan druida, com vestes naturais e uma máscara de madeira, indistinguível de toda outra Oqamm. Além disso, Duy também é uma dahlleniana, uma ordem de dahllans que acredita com muita fé que Galrasia realmente descendeu de Vitalia, o mundo de Lena, e que ainda há alguma forma de ligar a ilha com o mundo.

Os quatro contornam um desfiladeiro e chegam à margem de um rio, o Rio Dasserra, nele há uma ponte feita de tábua, Duy segura um riso, acena para alguém além da visão e pede, com um sotaque específico da ilha, forçando o “r” como os fazendeiros de Sambúrdia, e trocando o som de “s” pelo som de “x”, como fazem os nativos de Tollon.

-- Eu preciso pedir algo singular, juro que vocês logo entenderão.

-- Um ritual, certo? – Respondeu Kael, sua inteligência e anos de estudo arcano o permitiu prever que haveria um ritual, envolvendo a grama, a tábua sobre o rio e sua água, além de ser algo de natureza divina, envolvendo proteção e ilusão – O que devemos fazer?

-- Sim, um ritual, e vocês precisam fazer juntos. Peguem um pouco de grama, ponham na boca, subam na tábua, ajoelhem, batam com a testa na tábua e lavem os olhos com a água do rio.

-- Eu já esqueci do começo, Kael – reclama o paladino – e como é que eu vou bater a cabeça de dentro da jaula?

-- Eu resolvo isso – diz Kael, atendendo o pedido da druida, faz o ritual, e auxilia o ósteon, quebrando uma pequena parte da tábua e o entregando – afinal, eu ainda tenho cérebro pra lembrar do que foi dito há 5 segundos atrás.

Quasar se recusava a fazer o ritual, estava descrente, extremamente incomodado, tinha medo de ter algum efeito sobrenatural sobre ele, e seu espírito adolescente o fazia achar vergonhoso o ritual. Ele estava certo.

No que a dupla realiza o ritual e começa a lavar os olhos e cuspir a grama, a cena muda, no lugar das árvores que haviam na outra margem, começam a surgir tendas, no lugar da maior delas, um pequeno palácio, o que pareciam ser pedras encostadas no desfiladeiro, mostravam-se outras residências, e ao redor deles, uma dezena de pessoas rindo dos dois, enquanto cospem a grama que puseram na boca e se levantam, Duy finalmente pode soltar as gargalhadas que antecipadamente segurava: “isso nunca perde a graça!”.

O súlfure não entendia o motivo da gargalhada de Duy, e das expressões que faziam seus companheiros, “o que houve?”, indagou, com receio de estarem sob efeito de algo ruim.

-- Está tudo bem sim, Pfft, mas isso era realmente necessário, Pfft, Duy? – diz o acadêmico, cuspindo um pouco de grama que ficou por entre os dentes.

-- Haha, não, hah, não era, heh, quer dizer, em partes, hehe – responde a druida, por meio de suas risadas.

-- Pois então, qual é a forma não vergonhosa? Vou fazer o ritual correto.

-- Okay, okay, é só lavar o rosto sobre a tábua, com um pouco de grama nas mãos – responde Duy ao adolescente, enquanto sua risada se esvai.

Enquanto Quasar faz o ritual simplificado, a multidão ri, e observa os dois recém-chegados. Taboão é uma vila pequena, mas o local perfeito para os caçadores, escondidos dos órgãos maiores, tem o comércio liberado, além de ser protegido das feras que rondam o lugar.

-- Eu quero ver! Pera aí, olha os dois hehe, ô de capuz, ficou uma grama presa no seu dente, heheh – é o que diz Kora, uma caçadora, com sua pele totalmente coberta, ela pula por entre o povo para ver a cena, e tira sarro da dupla, pois um dia, ela foi a chacota.

“O príncipe quer ver, dá um espacinho” diz uma voz no meio do povo, que abre para que uma nova figura também presenciasse a chegada. É Intinho, ou melhor, Príncipe Intinho, como obriga todos a chamá-lo, uma criança com vestes exuberantes púrpuras, barriga levemente avantajada, e um grande nariz. Um hynne, provavelmente o menor dentre todos da cena, mas ainda sim olha com um olhar de superioridade.

No que o povo começa a comentar sobre o esqueleto enjaulado, Kora entre eles, e a aglomeração se desfaz, Kael puxa seu amigo enjaulado em direção ao príncipe, para conversar, Duy se dirige à sua superiora, para apresentar os aventureiros que contratou. Quasar aproveita que o foco está longe dele para fazer uma visita amigável às tendas, o possível ladrão até encontra objetos de valor, mas ao ver que o povo que ali se encontra não tem muito, decide não cometer nenhum delito.

-- Majestade... – diz Kael.

-- Príncipe Intinho, por favor – corrige o pequeno nobre.

-- Certo, Príncipe Intinho – o estudioso entende a pegadinha na qual caiu ao falar em voz alta – poderia, por gentileza, liberar meu amigo?

-- Mas se ele tá preso tem porque ele ficar preso!

-- Não, o motivo de minha prisão é minha natureza, ó majestade – defende-se Matuz, buscando falar com nobreza.

-- Eu já falei que é Príncipe Intinho!

-- Príncipe Intinho... eu sou um paladino de Thyatis, por favor, me deixe sair desta jaula, que me puseram simplesmente por ser um ósteon.

O pequeno nunca tinha ouvido falar em Thyatis, e nunca viu um ósteon na vida, mas deu ouvidos ao recém-chegado.

-- Promete que não vai fazer nada de errado?

-- Mas é claro, é contra meus conceitos!

-- Jura de dedinho? – diz o príncipe, estendendo seu dedo mindinho.

-- Errm... juro... de dedinho. – cumprimenta Matuz com o osso mindinho.

-- Então pode sair, pô.

Kael então abre seu amigo da jaula. Aparentemente, os dois são justos o suficiente para ainda não terem aberto sem autorização mesmo tendo a chave consigo.

Enquanto Matuz sai de sua jaula e começa a ajeitar sua armadura, colocar o escudo de volta no braço e colocar suas armas nas costas, Duyfellya volta ao grupo, acompanhada de Paula, hynne mãe de Intinho.

-- Opa, eu tinha esquecido de te tirar de jaula, desculpinha hihi.

-- Duy, tinhas me dito que eram três!

-- O outro é Quasar, mas não vejo ele aqui.

-- Olá. – diz o sulfure, saindo das sombras, fora do campo de visão de ambas.

-- Mas ainda precisamos de uma guia, será que alguém aqui se...

-- Guia, você disse guia? – Se aproxima num salto Kora, extremamente animada – então eles vão sair na floresta e precisam de guia! Eu sou uma ótima guia, é... já viajei pela floresta, conheço bem o local, posso sim, serei uma ótima...

-- Acalme-se, uhm, Kora, certo? Esse é seu nome – pergunta Paula.

-- Sim, esse é meu nome e eu sou... – dizia, novamente se exaltando.

-- Uma ótima guia, tenho certeza, mas se acalme – a voz calma e confortável de Paula se faz firme para corrigir a caçadora, que quase entrava em êxtase.

Com todos ali reunidos, a missão foi entregue. Paula Pequeno DuVoillet diz ser a única dahlleniana que não é dahllan, e líder do grupo. O objetivo final do grupo é explorar a ilha, buscando entender e ativar o elo que liga Galrasia a Vitalia, para isto, as dahllenianas acreditam haver um tipo de ritual sacrífico, que deve ser realizado no vulcão Tu’Pana, localizado no coração da ilha.

Entretanto, Paula achou o grupo ainda despreparado para desbravar a ilha a fundo, pediu uma missão reduzida, preparatória, e achou válido que seu filho participasse desse grupo, como “pupilo”. Ela queria passar ao grupo a vida do local, e a força vital deste, mas para isso, era necessário que alguém levasse algum tipo de dano.

Ao citar este último pedaço, Kael se mostrou um devoto extremo de Tanna-Toh, queria agredir alguém para ver a terra curar, pelo simples prazer de conhecer, e enquanto estava para conjurar uma magia de fogo sobre o Príncipe, foi segurado pelo paladino.

-- Mas eu preciso conhecer! – gritou o arcanista.

-- Mas não precisa machucar os outros com isso! – respondeu Matuz, como um armário por cima do frágil elfo.

-- Você tem razão... eu posso machucar a mim mesmo! – entusiasmado, Kael desferiu um soco em seu próximo rosto, e gritando “Por Tanna-Toh”, sentiu a terra de Galrasia curá-lo.

Quais os limites da ciência? Quais os limites da magia? Para Kael, tanto faz, sacrificaria seu amigo para saber os segredos do vulcão.  Tudo pela ciência.

O grupo então preparava-se para sair, mas o fissurado pelo conhecimento fez com que saíssem no mesmo horário, queria conhecer tudo para já. Entretanto, o mesmo devoto atrasou o grupo, de acordo com Paula, a missão deveria durar dois dias de viagem, e até duraria, se Kael não parasse o grupo toda vez que cruzaram com uma espécie nova de planta ou animal, de flor a árvore, de pequeno bichinho aos maiores monstros, que, de longe, eram percebidos.

Paula ainda citara que por falta desse elo, a ilha aos poucos perdia sua força, então é possível que o grupo sinta, cedo ou tarde, áreas nas quais a cura é mais lenta e os efeitos mágicos são menos potentes. Duy chama tais áreas de “Corrupção Humana”, colocando a culpa desse enfraquecimento nos humanos que recentemente se estabeleceram em Lysianassa, como se estes sugassem a força vital da ilha, Paula discorda desse nome, mas não fornece outra opção.

Assim seguiu o novo grupo de exploradores, iniciando sua aventura no dia 6 de Pace de 1420, à tarde, em direção a uma vila abandonada indicada por Paula, situada a dois dias de viagem ao sul. Dois dias, claro, numa viagem normal, direta, mas não é o que ocorre na floresta.

Se guiar não é o problema, existem muitas coisas diversas que indicam a direção: montanhas, planícies, rios e movimento dos pássaros, então dificilmente alguém perde seu objetivo de vista, mas a floresta te obriga a se perder, e foi o que ocorreu com o grupo.

No segundo dia de viagem, seguiam por entre as árvores, até que cruzaram com um rio caudaloso demais para ser atravessado, começaram a contornar o rio e deram num paredão de pedra, talvez um ou outro fosse capaz de escalá-lo, mas não o grupo todo, decidindo por voltar. Assim, passaram o dia todo sem progredir, e pior, pareciam estar seguidos.

Inúmeros animais cruzaram o caminho dos aventureiros, mas exploradores sabem a diferença de simples animais passando e ameaças, e aquela certamente era uma. Matuz e Kora perceberam uma movimentação diferenciada nas árvores, mas foi Kael quem viu com certeza a criatura

Passam por um ou outro desfiladeiro, usam uma montanha ao fundo de ponto de referência, os rios são caudalosos, é preciso tomar cuidado para não ser levado por eles. Vocês veem diversos frutos dos quais nunca tinham tido conhecimento, provam alguns e acham o gosto muito bom, provam outros e cospem no primeiro toque na boca.

Vocês não precisam se preocupar muito com alimentação, muitos frutos deliciosos satisfazem os estômagos dos que precisam comer, e vocês nunca imaginaram que carne de formiga seria bom, mas é.

Kora, a guia do grupo, já passeou um pouco pelos arredores da pequena civilização da ilha, mas sempre há algo novo e surpreendente, uma nova espécie, uma montanha mais bonita, um perigo mais mortal.

Intinho, que passou sua vida toda olhando as mesmas árvores e uns animais que por ali passavam percebe o quanto mais existe, e o pequenino se vê minúsculo diante do mundo imenso que se mostra.

Quasar, que tem sangue demoníaco em suas veias, entende aos poucos porque chamam este local de Inferno Verde, ele sabe que não é, nem de longe, a figura mais diabólica que passou por ali.

Matuz, a lenda, percebe que há árvores mais longevas que ele mesmo, árvores que eram milenares antes dele mesmo existir. Ele sabe que este local é envolto por lendas, como paladino, conhece a lenda da ligação desta ilha com a deusa Lena, a lenda que o homem sem vida é aqui, não é nada comparada à lenda viva que é a ilha.

Kael, por fim, está fascinado com tanto conhecimento novo, sua mente está prestes a explodir, seu coração bate forte, mas não tanto quanto os tremores dos passos dos grandes animais. Se conhecimento novo fosse uma droga, ele teria morrido de overdose.

Outro dia, e a paisagem não cansa nunca, cada hora vocês encontram uma flor nova, um fruto novo, um bichinho diferente, ou um bichão. Numa determinada hora vocês se encontram do lado de um desfiladeiro enorme, e dali vocês têm o que é, provavelmente, a visão mais bonita da vida de vocês.

A pedra sobre a qual vocês se encontram serve de um observatório, abaixo deste desfiladeiro, uma planície com gramíneas que alcançam a altura da cintura, nela pastam cervos gordos, com chifres afiados, um lago com pedras enormes, uma das pedras se mexem, e ve-se que não são pedras, mas hipopótamos. Um pouco mais ao fundo vemos uma floresta mais fechada, de criaturas só notamos uns pássaros sobrevoando o local. Do lago sai um rio, que nutre, mais à distância na esquerda, um mangue, que se estende até o Mar Negro. Do outro lado, a planície e a floresta se estendem até onde a vista alcança, e um bando é visto, na verdade suas cabeças são vistas, parecem ter pescoços alongados e grossos, num tom esverdeado, e comem as folhas mais altas das copas das árvores. Por último, e mais importante, vemos por entre nuvens, a cordilheira de montanhas que forma o coração da ilha, entre as montanhas, Tu’Pana, um imponente vulcão, para onde as dahllenianas os contrataram para ir.

Nisto, vocês voltam do encantamento do local, piscam pesados para ver se não estão sonhando, e não estão. Vocês precisam seguir outro dia de viagem ao sul, antes de poderem se lançar de cabeça neste cenário maravilhosamente vivo, extraordinariamente belo e estupidamente mortal.


Boa noite rapazeada, beleza?
Agora que as coisas acadêmicas deram uma acalmada, voltei a olhar o nosso bom RPG, Lendas de Tu'Pana, que como toda boa lenda, foi esquecido... nossa última sessão foi dia 09/03, aí eu não lembrava muito, fui rever minhas anotações e encontrei algumas coisas, vou fazer um resumão da situação da história.
Não sei por quantas semanas estarei livre para mestrar, mas pelo menos uma ou duas sessões podemos fazer, quando vocês estão disponíveis?

Senta que lá vem história...

O grupo começou com Matuz, a Lenda, enjaulado, Kael o levando, e Quasar seguindo, Quasar levava Baltazar, um ratinho, chegaram em Taboão Dasserra, encontraram Príncipe Intinho, e então Kora se candidatou para ser a guia, e foi este grupo que começou a explorar Galrasia, local selvagem de muita vida (e cura automática).
Atualmente, Kael tem sempre consigo um companheiro conjurado, o Lobinho, um lobo etéreo, além disso, Dhunnga, o Patético, é um devoto de Wynna protegido do grupo, que prometeu levá-lo a um local seguro, em troca das informações que receberam, além de Gaspar, um ofidímio (macaco-cobra resultado de uma peça que Hynnin fez em Sszzaas), que quis ser cuidado por Quasar, recebendo assim um segundo aliado, Gaspar aprendeu a falar com o grupo e seu verdadeiro nome é Uainynn.

Duyfellya (ou só Duy) foi a dahllan que levou o primeiro trio a Taboão, lá encontraram Paula Pequeno DuVoillet, mãe de Intinho, que é responsável pelo vilarejo com Dadinho / Zépiqueno. Enquanto exploravam, encontraram na Floresta Escura uma tribo de Dragoas-Caçadoras, dentre elas Suriname e Guiana (guardas) e Galácta (xamã e líder).
Existem as Oqamms, grupo de dahllans druídas que constroem locais a partir de plantas, e as Dahllenianas, um grupo de dahllans devotas de Lena lideradas por Paula Pequeno.
O grupo matou uns monstros e animais, como cobras, cascavéis, gnolls, jagras, um triceratops, e um Binossauro, que, por pouco, vocês mataram.
Existem também os Eiradaan, um povo antigo, elfos extremamente inteligentes, que deixaram ruínas. Eiradaan é uma raça primitiva dos elfos, conhecidos por uma coloração negra, e pela denominação de elfos arcanos, seres estupidamente inteligentes, eles foram criados para proteger Lena, a Deusa Criança, sendo assim, o primeiro desses elfos, Galron, é conhecido por Príncipe da Vida.
Vale lembrar que esta raça traz arrepios para Matuz, como se tivessem relação forte e maligna com seu passado.

O objetivo entregue ao grupo é explorar a ilha, buscando entender e ativar o elo que liga Galrasia a Vitalia, que, por mais que não seja um fato, é algo em que a fé das dahllenianas se baseia, para isto, as dahllenianas acreditam haver um tipo de ritual sacrífico, que deve ser realizado no vulcão Tu’Pana, localizado no coração da ilha.
Além disso, a ilha aos poucos perde sua força, gerando locais chamados Corrupção Humana, onde a cura da ilha é mais fraca.
Sem contar os objetivos pessoais, Kael, que veio para a missão em busca de conhecimento e de poder, mas aos poucos percebe que sua mancha no corpo tem relação com a ilha, Matuz, a fim de se sacrificar pelo bem de todos, mas se depara com notícias de uma velha inimiga, a necromante Yuss, Intinho, que tá ali pela baderna, Quasar, em busca de tesouros nas ruínas, mas encontrou pets, e Kora, a fim de explorar, e aos poucos vê que uma história de família sobre "a Besta" também tem relações (fortíssimas) com o local.
Vocês viram a Besta na Ruína de Dhunnga, como olhos alaranjados na escuridão. Buscaram pela Besta e trocaram o dia pela noite nas viagens, por pedido de Kora. Vocês desejaram de coração encontrar a Besta e encontraram, mas depois de descobrir que se trata de uma divindade menor, desistiram da ideia.
Quanto a Corrupção, vocês a encontraram uma vez, mas saíram correndo.

Mas isso de certa forma tomou parte da vida dos personagens, por liberarem espaço uma vez, tiveram uma noite cheia de sonhos com a Divina Serpente, de formas distintas.

Para conseguir mais espaço no coração dos aventureiros, a Besta tenta diversas vezes, e pode ser ouvida por aqueles que cedem esse espaço.
Matuz negou esse chamado uma vez, vendo um brilho vermelho entre as plantas.
Noutra vez foi Kael, que pediu algo para a Besta, conversou um pouco e mudou de ideia, seu plano era fazer Gaspar, que já falava, soltar magias.
Por fim, Quasar, enquanto vasculhava a caverna abandonada, viu uma luz vermelha, e foi atrás, aceitou a luz e encontrou mais uma sala de segredos, com uma nova frase e um novo item especial.

Na Ruína de Dhunnga vocês também encontraram uma sala onde houve um ritual para Sszzaas além de um desenho de uma cobra flamejante, que emanava uma energia divina neutra, lembrando Tauron, falecido Deus da Força e dos Minotauros.
Na Vila de dragoas-caçadoras, foram recebidos de forma bem agressiva, mas menos que o normal para a raça, que geralmente vive no topo de árvores, mas esta era na frente de uma caverna, e falava em "Obassa" como se fosse uma deusa, é onde Quasar rouba uma imagem de naga.

Encontrando locais na floresta, vocês ouviram certas frases: